Protótipo de aplicativo é desenvolvido para auxiliar cadeirantes

Os alunos Bruno Coelho, Diego Chiavassa, João Pedro Mucciolo, Lucas Padial, Rafael Sanches, Victor Lee, juntamente com as professoras orientadoras Patricia Goloni e Rosiani Telles, desenvolveram um protótipo de aplicativo para auxiliar pessoas com mobilidade reduzida.

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O aplicativo Rede VIPS (Rede de Vivência e Integração do Deficiente Físico, Amigos e Familiares no Âmbito Socioambiental) tem como objetivo identificar as dificuldades enfrentadas pelos cadeirantes em áreas urbanas de grandes metrópoles. A partir de trocas de informações e experiências, o grupo pôde se aproximar da realidade destes portadores de necessidades e desenvolver soluções para maior conforto destes deficientes.

cadeira3“O aplicativo é ótimo, pois os amigos e familiares que convivem diariamente com cadeirantes podem expressar seus sentimentos, tirar dúvidas, contestar e contar sobre experiências inusitadas. ”, comentou Rosiani Telles.

Contudo, para projetar o aplicativo, o grupo precisava conhecer melhor o seu público alvo. Para isso, entrevistaram cadeirantes e pessoas que convivem diariamente com eles. Além disso, se dispuseram a utilizar uma cadeira de rodas durante um período de aulas. Esta “vivência em duas rodas” foi oferecida à comunidade bandeirantina e, surpreendentemente, os estudantes receberam mais de 70 inscrições.

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Por fim, todos os participantes da vivência responderam a um questionário que perguntava sobre as maiores dificuldades, os sentimentos e, principalmente, o que mais sentiram falta durante a experiência. A coleta de dados foi apresentada na Feira de Ciências e Tecnologia de 2016, cujo o tema foi Empreendedorismo Social.

“Pais e alunos se impressionaram com o trabalho de empatia que este projeto proporcionou aos participante. Além disso, ficamos felizes em saber que muitos gostariam de saber como seria passar uma manhã sobre duas rodas. Claro que todos os problemas de locomoção, preconceito e dificuldade de inclusão não podem ser resolvidos facilmente. Mas extraímos o máximo de cada um dos depoimentos e conseguimos pensar em algumas soluções interessantes. ”, finalizou a professora Patricia Goloni.