Um convite à reflexão: feminismo

Muito mais do que uma conversa, a vinda de Djamila Ribeiro ao Colégio foi um convite para a reflexão sobre o feminismo. Djamila é pesquisadora e mestre em Filosofia Política pela Unifesp, feminista, ativista social, e foi secretária-adjunta de direitos humanos e cidadania da cidade de São Paulo. Numa conversa com meninas e meninos, a ativista foi além do óbvio para explicar o movimento que tem ganhado atenção no país inteiro.

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Tudo começou com o coletivo feminista Tuíra que idealizou e colocou no papel a vinda de Djamila. O objetivo era claro: esclarecer para a comunidade Band o que é feminismo. Djamila mergulhou todos em seu raciocínio claro e explicou como o movimento funciona e, principalmente, suas vertentes.

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Uma das principais ideias apresentadas na conversa foi a de que o Brasil é um país desigual onde mulheres, por conta de questões de raça e classe social, vivem realidades diversas que geram diferentes lutas. Djamila levou os alunos a reflexão sobre a própria realidade e como o feminismo, o racismo e a desigualdade estão inseridos nesse contexto.

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“A conversa foi muito importante para valorizar o trabalho do Tuíra na busca pela reflexão”, contou a Coordenadora de CPG, Maria Estela Zanini. “Acho que a palestra serviu para mostrar à comunidade Band a importância de termos um espaço para discutir a relevância do movimento feminista”, disse uma das integrantes do Tuíra, Stephanie Ribeiro.

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O coletivo feminista é acompanhado de perto pela professora de Português, Cátia Luciana Pereira. “O que ficou para mim é sempre refletirmos sobre a nossa própria responsabilidade nos problemas da sociedade. Nos questionarmos e, assim, reconhecer as atitudes machistas para combatê-las.”, explicou Cátia.

Beinprosone desafia 7.os e 8.os anos

O projeto Beinprosone (Being Innovative and Producing Something New), criado por estudantes, chegou a sua terceira edição. Pela primeira vez, o projeto foi realizado com alunos dos 7.os e 8.o anos do Ensino Fundamental. O Beinprosone baseia-se na resolução de um problema de forma inovadora, rápida e com a “mão na massa”, ou seja, a criação de um protótipo. Nesta edição, os alunos tiveram que criar formas de sobrevivência a partir da queda de um avião em uma ilhar deserta.

No primeiro dia, houve a definição dos grupos, atividades de integração e uma palestra sobre sobrevivência com Irineu Otani, do grupo escoteiro Caramuru. Apenas ao final foi revelado o problema que os alunos teriam de resolver no dia seguinte. Já no segundo dia, os grupos, cada qual acompanhado de dois monitores da 2.a série do Ensino Médio, começaram a colocar suas ideias em ação para, posteriormente, apresentar aos jurados os protótipos de suas soluções.

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Durante o dia, os organizadores – alunos da 3.a série do Ensino Médio – armaram imprevistos como, por exemplo, uma inesperada tempestade. Assim, os organizadores passaram pelas bancadas para checar se o que estava sendo criado poderia resistir à chuva.

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O evento contou com a participação de seis jurados: Helena Aguiar, Coordenadora de Planejamento Estratégico; José Ricardo de Almeida, Coordenador de Química; Tiago Eugênio, Professor de Ciências e STEAM; Carolina Oreb, Professora de Ciências; Paulo Schor, Professor da UNIFESP e Sílvia Helena, Coordenadora Pedagógica do Band. Após apresentações curtas e criativas dos grupos, os jurados premiaram os participantes em oito categorias.

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“Pela primeira vez realizamos o projeto com alunos do 7.o e 8.o ano e sentimos que para eles foi uma experiência totalmente nova. Eles ficaram muito encantados. Tanto os participantes quanto nós, organizadores, aprendemos muito”, contou um dos organizadores da edição e aluno da 3.a série do Ensino Médio, Diego Zancanelli.

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Danças, comidas e alegria na Festa Junina

Com tradicional quadrilha da 3.a série, decoração de bandeirinhas e comidas típicas, o clima de festa junina envolveu o Colégio. O evento, organizado pelo Grêmio XXV de Agosto em parceria com o Departamento Cultural, ocorreu durante os intervalos da manhã e tarde para que alunos do Ensino Médio e Fundamental pudessem aproveitar a festa.

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“Tudo o que fizemos foi para levar um momento divertido para toda a galera do Band. Nos dedicamos muito para isso e nossa maior recompensa foi ver que conseguimos trazer uma alegria para muitos alunos da nossa escola, principalmente para o nosso Terceirão 2017! Foi um momento singular e muito especial” contou Pedro Salgueiro, integrante do Grêmio e aluno da 3.a série do Ensino Médio.

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Os alunos da 3.a série se vestiram a caráter e, no intervalo, realizaram a tradicional quadrilha. “Eu acho que a dança é muito importante porque une o pessoal da 3.a série, já que é nosso último ano juntos. Pude ver no rosto de cada um o quanto estavam se divertindo! Acho que o que importa no final é a diversão e a quebra da pressão e rotina de estudos” disse a aluna da 3.a série do Ensino Médio, Isabela Marques.

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Além da dança, todos os alunos do Colégio puderam contar com barraquinhas onde foram vendidas comidas típicas da época do ano como pipoca, milho, paçoca, churros e morango com chocolate.

Confira a galeria de fotos aqui.

O sonho de estudar no exterior

A aluna da 2.a série do Ensino Médio, Laís Gonzales da Silva, conquistou uma bolsa integral para realizar um curso de verão sobre business entertainment na Universidade de Yale, nos Estados Unidos.

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Laís é aluna no Colégio por meio de uma bolsa do programa Ismart (Instituto Social para Motivar e Reconhecer Talentos) e, apesar da bolsa conquistada para realizar o curso, ela precisa de dinheiro para arcar com todos os outros custos que envolvem uma viagem para o exterior. Assim, inspirada por outros alunos bolsistas, ela decidiu realizar uma arrecadação online para obter o dinheiro necessário.

“Meu sonho é estudar no exterior” disse Laís que, até agora, já conseguiu 60% do valor desejado. “Acredito na minha força de vontade e no fato de que todo meu esforço vale a pena” concluiu ela.

A história de Laís foi tema para matéria do G1.

Confira na íntegra clicando aqui.

Alunos realizam campeonato de LOL

Como uma forma de integração entre os alunos, foi realizado um campeonato do game multiplayer League of Legends (LOL). O evento contou com a presença de cerca de 60 alunos que compareceram ou para jogar ou simplesmente para assistir o campeonato.

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A ideia partiu de  Bruno Sorban, Flávio Salles e Felipe Vidal, da 2.a série do Ensino Médio, e havia um objetivo simples: reunir outros estudantes que apreciam o jogo para que todos pudessem se integrar a partir de um gosto em comum. Assim, no campeonato, houve a formação de nove equipes com cinco participantes cada. Já que um dos principais pilares do game é o trabalho em grupo e o pensamento estratégico, em todos os momentos foi exigido que os jogadores se comunicassem com suas respectivas equipes para obter sucesso.

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“Assim como ocorrem com partidas de futebol e outros esportes, o campeonato de LOL reuniu pessoas que gostam tanto de jogar quanto de assistir. Também foi muito bom ter a oportunidade de trazer essa ideia para o Band já que muitos dos alunos gostam do jogo”, contou o aluno Flávio Salles.

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Além disso, o campeonato representou a quebra de uma série de estereótipos que rodeiam o universo dos games, já que as pessoas puderam ver que o LOL é um entretenimento para todos e não apenas para os considerados “nerds”. Isso reflete também um pensamento mundial já que cada dia mais as pessoas estão se abrindo paras as possibilidades dos games. – até universidades internacionais estão oferecendo bolsas para jogadores de videogame de alto rendimento.

Grêmio antecipa Páscoa com venda de brigadeiros

Os integrantes do Grêmio do Bandeirantes não se incomodaram com o fato do feriado de Páscoa cair este ano em meio às provas bimestrais. Uma sexta-feira repleta de atividades marcou uma Páscoa “antecipada” para estudantes e funcionários.

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Atividades em dias festivos já é uma tradição do Grêmio. Mas este ano, os alunos integrantes resolveram apostar em algo novo: venderam brigadeiros de diversos tipos e também sortearam três ovos de mais de 2 quilos cada, por meio da venda de rifas.

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“Queríamos fazer algo para animar a todos, por isso tivemos a ideia de realizar três rifas: uma para os estudantes do Fundamental, outra do Médio e uma para os funcionários”, explicou Gabriel Cygler, membro da organização de atividades internas do Grêmio.

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Quem chegava no pátio na sexta-feira (31/03) se deparava com alguns estudantes vestindo orelhas de coelho e várias bandejas repletas de brigadeiros de todo o tipo. Além disso, a Rádio foi um instrumento fundamental de animação e divulgação, inclusive com atividade de caça aos chocolates no período da tarde.

No Projeto ELO, alunos ensinam alunos

A educação entre pares já se mostrou bem sucedida em diversas experiências pelo mundo. Com a ideia que aluno pode ensinar aluno, o aluno Mateus Baptista, do 9.o ano, idealizou o ELO. Fazem parte do projeto os alunos Felipe Arsenian, Carolina Ferrer, Xin Zhou, Mariana Anraku e a Orientadora Educacional dos 9.os anos, Marina Schwarz.

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orientadora Marina com os alunos do projeto

Baseando-se em princípios de cooperação e respeito, o objetivo é fazer com que os alunos aprendam com seus colegas de forma dinâmica e recíproca.

Para que isso ocorra, a equipe de organizadores tira a dúvida do primeiro aluno que comparecer ao plantão. Em seguida, este permanecerá em sala para auxiliar outros colegas que chegarão trazendo a mesma ou outras dúvidas e, dessa forma, acontece até o final da sessão.

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“Ficamos muito felizes com o incentivo e espaço que o Band cedeu para que o projeto se tornasse realidade. É importante ressaltar que o ELO é um espaço de troca, ou seja, todos nós aprendemos e sanamos nossas dúvidas em grupo. Nenhum de nós sabe mais ou menos que nossos colegas ”, pontuaram os alunos organizadores.

“O projeto começou com a ideia de um aluno que queria criar um espaço para favorecer a aprendizagem e vivenciar valores como colaboração e respeito. Me sinto muito motivada e orgulhosa de participar do processo de implantação e expansão do projeto. Durante as reuniões com os alunos, aprendo com as suas ideias e podemos, juntos, buscar novas estratégias para aprimorar o projeto.”, finalizou Marina.

A equipe do ELO convida alunos do 9.o ano a comparecerem todas as terças-feiras na sala C8, das 11h às 12h!

Resumos, comentários sobre a matéria e recomendações de estudos, podem ser acessados no site do projeto.

Grêmio presta homenagem às mulheres

Historicamente, o Dia Internacional da Mulher é uma data para estimular a luta das mulheres quanto a igualdade de direitos perante a sociedade.

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Como é tradição, durante os intervalos da manhã e tarde do dia 8 de março, o Grêmio XXV de Agosto promoveu a venda de rosas e correio elegante para homenagear as mulheres e suas lutas diárias.

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alunos integrantes do Grêmio

“Nenhum de nós, integrantes do Grêmio, imaginávamos que a venda de rosas e o correio elegante seria o sucesso que foi. Nós disponibilizamos cerca de 2 mil rosas e todas foram vendidas. Com certeza, todo nosso esforço foi recompensado. ”, comentou o aluno do Grêmio, Pedro Henrique Pinheiro.

Coletivo Tuíra organizou intervenções

Quase 130 trabalhadoras morreram em um incêndio reivindicando direitos trabalhistas em março de 1911. A origem desse dia, no entanto, é reflexo de marços passados. Os anos de 1857, 1908 e 1909 contaram com notáveis manifestações pelos direitos das mulheres. Frente a isso, o Coletivo Tuíra, formado por alunas do Band, organizou intervenções no dia 8 de março.

Antes de começarem as aulas, integrantes do coletivo espalharam fotos de funcionárias do Colégio respondendo a pergunta “O que é ser mulher para você? ”, como forma de dar visibilidade a todas da comunidade Bandeirantes.

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Alunas do Ensino Médio se reuniram em frente ao Band carregando cartazes com dizeres empoderadores do projeto Flores nas Ruas, passaram batom vermelho, cantaram hinos feministas e disseram pequenos textos sobre o real significado do Dia Internacional da Mulher.

A professora de Português e colaboradora do coletivo, Cátia Pereira, acredita que “Toda forma de luta feminista é válida: visibilidade às mais diferentes mulheres, cantos de união e motivação, frases de incentivo à causa, troca de cartas, encontro para partilha de experiências e reflexão sobre a condição e as conquistas das mulheres. Tudo isso as alunas do Coletivo Tuíra organizaram para o Dia das Mulheres, apenas o começo, sabemos, de um longo e diário caminho de construção de respeito à mulher e desconstrução de paradigmas, conscientemente ou não, depreciativos. Mas seguimos fortes. E juntas. ”.

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No período da tarde, o coletivo reiniciou suas atividades com uma reunião para debater mais profundamente a respeito do Dia Internacional da Mulher, discutir diretrizes para esse ano e dar as boas vindas às novas integrantes do grupo.

“Foi maravilhoso e gratificante para mim participar das atividades planejadas pelo coletivo para o Dia da Mulher. Dia 8 é uma data que deve ser dedicada à luta das mulheres e à abordagem de nossas pautas. Foi pensando no significado dessa data tão importante que planejamos atividades durante o dia inteiro e que alcançassem diferentes mulheres do Colégio. Nós visávamos dar visibilidade para mulheres que encontramos diariamente e conhecê-las um pouco melhor, o que, infelizmente, na correria do dia-a-dia muitas de nós ainda não tínhamos tido a oportunidade. Foi trabalhoso planejar as reuniões e fazer a intervenção, porém, assim que vi todas as alunas que se juntaram a nós e comentaram que se sentiram acolhidas e gostaram do nosso espaço, tudo se tornou extremamente gratificante e me motivou a continuar frequentando as reuniões e pensando em novos projetos.”, explicou a integrante Stéphanie Ribeiro.

Por fim, a aluna e integrante do coletivo, Letícia Zuffo, convidou todas as interessadas a participarem do coletivo. “O Coletivo Tuíra está de braços abertos para todas! O nosso intuito é justamente recebê-las para as reuniões, possibilitando trocas de ideias e experiências. Mesmo sem nem saber o que significa feminismo, não tem problema! Pretendemos fazer um espaço para que as meninas se sintam mais confortáveis e consigam ver o feminismo de uma forma diferente, por meio de palestras e conversas para aprendermos cada vez mais sobre esse assunto. ”.

Protótipo de aplicativo é desenvolvido para auxiliar cadeirantes

Os alunos Bruno Coelho, Diego Chiavassa, João Pedro Mucciolo, Lucas Padial, Rafael Sanches, Victor Lee, juntamente com as professoras orientadoras Patricia Goloni e Rosiani Telles, desenvolveram um protótipo de aplicativo para auxiliar pessoas com mobilidade reduzida.

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O aplicativo Rede VIPS (Rede de Vivência e Integração do Deficiente Físico, Amigos e Familiares no Âmbito Socioambiental) tem como objetivo identificar as dificuldades enfrentadas pelos cadeirantes em áreas urbanas de grandes metrópoles. A partir de trocas de informações e experiências, o grupo pôde se aproximar da realidade destes portadores de necessidades e desenvolver soluções para maior conforto destes deficientes.

cadeira3“O aplicativo é ótimo, pois os amigos e familiares que convivem diariamente com cadeirantes podem expressar seus sentimentos, tirar dúvidas, contestar e contar sobre experiências inusitadas. ”, comentou Rosiani Telles.

Contudo, para projetar o aplicativo, o grupo precisava conhecer melhor o seu público alvo. Para isso, entrevistaram cadeirantes e pessoas que convivem diariamente com eles. Além disso, se dispuseram a utilizar uma cadeira de rodas durante um período de aulas. Esta “vivência em duas rodas” foi oferecida à comunidade bandeirantina e, surpreendentemente, os estudantes receberam mais de 70 inscrições.

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Por fim, todos os participantes da vivência responderam a um questionário que perguntava sobre as maiores dificuldades, os sentimentos e, principalmente, o que mais sentiram falta durante a experiência. A coleta de dados foi apresentada na Feira de Ciências e Tecnologia de 2016, cujo o tema foi Empreendedorismo Social.

“Pais e alunos se impressionaram com o trabalho de empatia que este projeto proporcionou aos participante. Além disso, ficamos felizes em saber que muitos gostariam de saber como seria passar uma manhã sobre duas rodas. Claro que todos os problemas de locomoção, preconceito e dificuldade de inclusão não podem ser resolvidos facilmente. Mas extraímos o máximo de cada um dos depoimentos e conseguimos pensar em algumas soluções interessantes. ”, finalizou a professora Patricia Goloni.