Alunos criam curso para discutir política, economia e cultura

Com o intuito de aprofundar o conhecimento em temas de economia, cultura e política, os alunos Ana Carolina Haddad, Ana Clara Parga Nina, Aline Saruhashi, David Silva Wasserman, Diego Zancaneli e Victor Daoud, da 2.a série, criaram o Ágora. A proposta do curso é que os estudantes do Ensino Médio entrem em contato com questões do cotidiano como cálculo de impostos e funções de cada cargo político.

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“O curso serve para a gente formar opinião sobre diversos assuntos e poder ter pensamento crítico diante do mundo”, ressaltou Victor. “A gente vai tirar o título de eleitor em breve, então essas questões são importantes para a gente saber votar consciente também”, completou David.

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O projeto funciona dividido em módulos, com aulas quinzenais. “Desse modo, o aluno pode se inscrever no módulo que interessa para ele e não precisa fazer o curso inteiro”, comentou Diego. O primeiro módulo, de economia, se iniciou na semana passada (fim de fevereiro) e contou com a presença de um analista do Banco Central para falar sobre educação financeira. Os próximos módulos serão de cultura e política, respectivamente.

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A metodologia adotada por eles foi o Problem Based Learning (PBL), ou seja, cada encontro é dividido em duas partes: na primeira, um convidado apresenta um determinado assunto e propõe um problema e na segunda, os estudantes, reunidos em grupos de cinco, têm que trabalhar em uma solução para ele. Quem os auxilia nesse processo são alunos também que se candidataram a monitores do projeto.

Para viabilizar o curso eles contaram com a ajuda do coordenador de Química, Ricardo Almeida, e do professor Franco Ramunno. “ Eles nos ajudaram com todas as conexões com palestrantes e nos colocaram em contato com a nossa maior colaboradora Mayra Lora, professora da GV”, relatou Daoud. “ Inicialmente, a nossa ideia era totalmente diferente em relação a como seriam as aulas e o Almeida apresentou para a gente o método PBL e a gente gostou bastante e decidiu adotar”, completou Diego.

Segundo os organizadores, o retorno do projeto já se mostrou positivo: foram 70 inscritos para as 25 vagas disponíveis. A expectativa é que ao decorrer do projeto o impacto seja ainda maior e o curso possa ser expandido para outros colégios no futuro.